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Sobre Saudade, amor e frio

Eu sei o que estagnou em sua mente como uma pequena raiz que cresceu e cresceu até que o tomou por completo
Não foi bem aquela musica do final de semana passado ou foi?
Em que você bebeu horrores e pensou que iria morrer de varias maneiras diferentes
Seja por uma queda, uma parada respiratória, um ataque cardíaco ou finalmente por amor.

Eu sei lá porque penso essas bobeiras sobre você
Às vezes eu nem te reconheço
Você pensa coisas tão estranhas sobre você mesmo
Mas têm tantas variáveis e constantes que você não consegue esconder de mim meu chapa.

Eu devo ser maluco ou algo do tipo
Mas quando eu olho pra você ainda enxergo aquele eterno menino
Que nunca se desgrudou do violão ou do skate
Ou que morria de medo dos grilos do quintal vizinho.

Passei horas e horas te observando e criando contextos
Até que percebi a única diferença entre mim e você
Que é essa mancha de dedos bem no meio de sua testa.
Fora isso, sou exatamente igual a você
Quando saio de casa com uma bolsa velha nas costas, com o cabelo desarrumado e esse tênis fedido
Rumo a algo que me deixou todo esse mês bem pra baixo, mas que é a solução de todos os meus problemas relacionados à saudade, amor e frio.

Emanoel S. Carvalho

 
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Publicado por em janeiro 18, 2012 em Sem categoria

 

Louca Amnésia

Sinto-me costumeiramente perdido entre os ecos de minha consciência túrgida
Na escuridão dos espaços mal alocados da minha mente distante
Procurando por algo que ainda não existe ou deixou de existir.

Às vezes paro de pensar, mas algo novo vem e me faz voltar a circular
Nesse ciclo vicioso de buracos no lençol de memórias, que já não me aquece mais
E perdeu o sentido de sua existência.

O que são esses espaços vazios a procura de respostas?
Devem ser invólucros dispostos para novas histórias
Ou serão marcas desse veneno político-social, injetados nas minhas velhas feridas?
Realmente eu não sei te responder.

Você estava procurando o que mesmo?
Talvez, eu não tenha te respondido corretamente
(Juro que não foi essa a intenção)
Talvez, você devesse parar pra reler novamente
Mas não se perturbe querendo descrever novos sintomas de uma velha amnésia.

Emanoel S. Carvalho – Apenas mais espaços vazios.

 
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Publicado por em dezembro 5, 2011 em Sem categoria

 

Velhos e novos clichês sobre rotina, preguiça e amor

Hoje eu acordei sem acordar
Refugiei-me dentro de qualquer lugar da minha mente estúpida
Tentando fugir das minhas obrigações da semana passada
Que não cessaram ao final do dia e se expandiram noite adentro.

To cansado dessa tendência inevitável para a repetição
Dessa rotina entediante que me envelhece lentamente
Deixando para trás tudo que costumava me mover
Tudo que costumava me fazer transpirar constantemente.

Eu às vezes esqueço o quanto eu sou bobo
E finjo ser forte para não me atacarem de surpresa
Mas no fim das contas somos todos assim
Cansados, preguiçosos e desleixados
Com falta de criatividade
E excesso de impaciência.

Agora já chega de lamentações sem sentido
Vou me deitar no meu belo sofá-cama
Tentando imaginar um jeito mais rápido de chegar onde eu quero
Não chamaria de atalho, pois na verdade é apenas um adiantamento
Vou pagar as minhas contas com os comensais do tempo
Seguindo reto, íngreme ou ladeira a baixo
Em busca de algo que se chama amor.

Emanoel S. Carvalho – Para mim , Obrigado

 
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Publicado por em outubro 2, 2011 em Sem categoria

 

Meus planos finalmente dispersos

Hoje mais do que nunca fui tocado por uma certeza virtuosa de que tudo em fim vai dar certo. Esse pensamente me invadiu de uma grandeza imersível e de uma esperança tão iluminada quanto a tudo que irei passar. Seria apenas mais um pensamente subjetivo? Ou seria um dos meus raros pensamentos substantivos? Talvez possa até ser uma polimerização perfeita dessas duas vertentes eminentes do meu eu super ansioso.
Hoje mais do que nunca posso estar extremamente atrasado para o meu encontro com o futuro.
Ou…
Com toda certeza pode ser mais um dia em que me rendo a colocar certas idéias estúpidas numa estante, onde listras brancas com letras negras limitam o espaço entre o amanhã e o depois de amanhã.
Apenas deixe para o amanhã o que ele te espera.
Emanoel S. Carvalho – Deixar pra depois

 
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Publicado por em agosto 21, 2011 em Sem categoria

 

Esquinas do Acaso

Não parei pra pensar no que deixei pra trás
Pois o tempo é uma linha reta e sem paradas bruscas
Apenas vesti o jaleco e me preparei para o frio
Mas o frio nem chegou a tocar-me as orelhas
Quem dirá o meu coração.

Foi seguindo em frente confiante no acaso que me governa
Na fé de um novo rumo
Na fé de uma nova vida
Na fé em Deus e no mistério que move o mundo.
Que me debati numa das esquinas do meu destino moldável.
Com a pessoa que mais desejei encontrar
Com a pessoa que sempre sonhei estar.
E que só agora sei o seu nome.

Foi algo tão anormal que me tomou num instante
Algo tão real e ao mesmo tempo inconstante
Não foi dúvidas ou planos que nos colocou frente a frente
Foi na verdade um poder divino e silencioso que nos juntou nessa hora
No tempo certo de reivindicar esse amor que já existia.
No fundo do mar que são nossas almas enérgicas.

Não consigo parar de te amar, nem que seja pra disfarçar a saudade
Pois o que sinto por você é singelo,sincero, puro e agradável
No meio desse sentimento tão grandioso que me domina pro inteiro
Que Me faz dizer tantas coisas sem um sentindo certeiro
Mas que juntas formam uma só esfera cheia de sentido magnético
Implantada no teu coração carregado de energia elétrica
Que me atrai lentamente a um ponto aleatório desse mapa
Onde metade do caminho é muito longe de você.

E se estamos juntos eu digo sempre que não sei de nada
Somente pra camuflar o que eu sinto
Mas quando chega a despedida é impossível evitar essa palavra
Eu te amo e no fim das contas todo tempo sempre vai ser pouco pra te ter.

Emanoel S. Carvalho – Em rumo ao futuro

Correções gramaticais nos comentários (vlw pela ajuda )

 
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Publicado por em agosto 6, 2011 em Sem categoria

 

Trocando o dia pela noite e vice-versa

Estou completamente sem sono
Encolhendo-me dentro de meus lençóis preferidos
No meio dessa bagunça de roupas sujas e momentos esquecidos
Encontrando algo melhor pra pensar e cessar esse frio
Pois minha mente incoerente e vulgar fez você se afastar
Com uma desculpa tão clara quanto o sol que está para chegar.

Você anda falando muito de burrices e elos vazios
Quando seu maior erro é pensar demais depois que tudo já foi consumado
Afastando toda e qualquer esperança de um pobre coitado que apenas espera a redenção
Dos seus arrependimentos tardios e sua má reputação
Pobre erro sem motivo concreto
Pobre ilusão…
Apenas mais um arrependimento do coração.

Mas agora não adianta muita coisa perder noites de sono
Antes elas que varias noites de prazer ao teu lado
Ninguém sai ganhando nessa história
Muito menos perdendo algo errado
Eu tentei e fiz minha parte como eu me prometi
E a final não fez muita diferença para mim esse fim.

Emanoel S. Carvalho – For you

 
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Publicado por em julho 15, 2011 em Sem categoria

 

Feito pelo tempo que já foi escrito

Eu sou o conto e o narrador
Sou a vírgula e a reticências
Eu sou de forma abreviada um espelho da minha própria essência
Que perambula por entre meus canais da minha alma sem seguir um rumo.

Eu sou mais que a verdade que não existe
Eu sou mais do que meu passado que me criou
Eu sou mais do que meu próprio destino
Em fim sou a pessoa que acreditou.

Sou a pessoa que grita pelos outros
Sou o homem que acredita no mundo
Sou o ser, a matéria.
Sou energia pura
Sou vida passageira
Eu sou justamente esse, e sei o que vivi.

Aguardo de braços abertos as boas causas
Novos amigos
Novas experiências que me façam crescer
Evoluir faz parte de mim e da minha própria existência
Crescer faz parte de meu corpo
Da minha mente e até a minha alma
Fisicamente ou astralmente, mudanças.

Eu quero ser, eu posso ser
Os frutos dos meus sonhos mais desejados.

Se me ver por ai, se ouvir falar de mim
Sorria, porque estou sempre a sorrir pro mundo e pra vida.

Eu sou um alquimista das palavras
Sou o mago dos sentidos
É assim que vivo e acredito.

Emanoel S. Carvalho – Baú

 
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Publicado por em julho 2, 2011 em Sem categoria

 

Mármore

Vou me deitar no chão gélido do meu quarto
E pensar ou talvez esquecer sei lá.
Tudo ta tão parado
Tudo ta tão organizado
Tudo está me deixando a desejar
Como se o mundo agora estivesse triste comigo.

Agora me sinto como se estivesse morto
Aqui nesse chão plano e frio
Pensando sobre tudo e sobre nada
São números ou palavras
Não importa.
Fechei a porta das repostas inexatas.

Eu queria poder falar contigo sobre a verdade
Mas não quero te prender a mim e ao meu pecado

 
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Publicado por em julho 2, 2011 em Sem categoria

 

“Caroneiro” de primeira viajem

Ei .Você forasteiro
Me conte o segredo dessa solidão
Ei. Você passageiro
Que faz da noite uma inspiração
Que faz da morte sua ressurreição.

Dai-me a coragem pra cruzar este lugar
Dai-me a decência de seguir sem parar
Pobre passageiro onde tu irás chegar
Pobre andarilho que não sai do lugar.

Olha o forasteiro
Sábio forasteiro

Ele me disse para seguir em frente sem desviar o olhar
Logo me disse que o trem das três está perto de chegar
E a passagem vai sair mais cara se eu me atrasar
Porque o trem das três…
Pois o trem das três, não pode esperar.

Ei. Você forasteiro
Muito obrigado pela sua atenção
Ei. Você passageiro
De casa não vou fugir mais não

Dai-me a coragem pra cruzar este lugar
Dai-me a decência de seguir sem parar
Pois a manta negra do medo é densa e vulgar
Pois a minha sorte “logo logo” irá mudar.

Emanoel S. Carvalho

 
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Publicado por em junho 30, 2011 em Sem categoria

 

Principio da incerteza de Emanoel S. Carvalho

Eixo dos Sentidos

Respirar é preciso se ao menos queres viver
Para navegar nesses mares tão profundos que escondem teus defeitos
Que remontam uma velha armadura do passado que ainda sobrevive
Dentro e fora desse seu corpo tão lindo, perfeito e simétrico
Que me inspira a fazer tantas coisas sem sentido completo
Inclusive a me perder nesses versos que te descrevem tão vagamente
Pois na imensidão de teu ser tão complexo
Mora uma linda borboleta ansiosa para sair por ai, fazendo mil e uma loucuras ao meu lado.

Tão vital quanto o ar que percorre-me sem que eu perceba
Tão veloz quanto o piscar de olhos ao te ver descer do ônibus das sete
Tão voraz quanto minha fome de te ter de corpo inteiro
É meu amor incontrolável ao sentir seu cheiro e tocar sua pele macia
E minha ânsia inabalável de ficar ao teu lado eternamente
Lembrando que com os sonhos de um homem não se brinca por desleixo.

São permutações egocêntricas do meu eu simplista e variável
Que permanecem no mesmo eixo de respeito e humildade em que fui criado
São alucinações constantes da sua mente fértil que me enxergam onde não estou
Pois sempre permaneci onde ela nunca pôde me observar
[A não ser que vasculhasse o passado de suas memórias, em busca de nossos beijos de inverno]
Porque no seu coração sou inabalável, inalcançável, e indestrutível.
E sem ele para me atrai constantemente
Perco-me facilmente no meio de tudo que estou fazendo.

Eu sei que ele é o objetivo de tudo que almejo sem pudor
É para onde devo seguir sem ter medo de errar
O caminho certo que ininterruptamente vou chegar
O centro de tudo, onde eu possa orbitar livremente e sem vergonha
Pois você me dá a energia necessária para viver sem limites por todo o sempre.

Emanoel S. Carvalho –

>> Princípio da Incerteza de Heisenberg

“Segundo o princípio da incerteza, não se pode conhecer com precisão absoluta a posição ou o momento (e, portanto, a velocidade) de uma partícula. Isto acontece porque para medir qualquer um desses valores acabamos os alterando”

 
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Publicado por em junho 14, 2011 em Sem categoria

 
 
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